Fórum Rio - Diálogos Críticos sobre a Crise, lançado nesta terça (1), busca promover debates e ações

Em encontro realizado nesta terça-feira, 01 de agosto, no Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, foi lançado o Fórum Rio - Diálogos Críticos sobre a Crise. A reunião contou com representantes de amplos segmentos, como as universidades estaduais do Rio de Janeiro (UERJ, UENF e UEZO), federais (UFRJ e UFF), a SBPC, a OAB e a ANPEd.

Imagem: Paulo Carrano/ANPEd

A criação do fórum foi definida em reunião realizada no mesmo local no dia 30 de junho, contando com a presença de universidades públicas e instituições de pesquisa vinculadas ao MCTIC localizadas no Rio de Janeiro. Após discussão da grave conjuntura brasileira e, particularmente, suas consequências para as instituições universitárias, de ciência e tecnologia e da área cultural, foi consensuada a criação de um Fórum que articulasse as instituições com os setores democráticos da sociedade civil com os seguintes objetivos principais:

  • Estabelecer as bases de uma ação unitária e coordenada das IES e centros de pesquisa públicos, bem como do conjunto da comunidade acadêmico-científica;
  • Promover, através de iniciativas unitárias, a discussão, formulação e ação, de modo a contribuir para a superação da crise nacional, preservando os direitos sociais conquistados nas últimas décadas, nos marcos de um estado de direito democrático e republicano;
  • Discutir, elaborar e implementar formas unitárias de ação em defesa da preservação das condições (orçamentárias e institucionais) de manutenção e desenvolvimento das instituições de ensino e pesquisa;
  • Promover ciclo de debates e constituição de um amplo, diverso e unitário Fórum que integre também importantes instituições da sociedade civil democrática - numa espécie de combinação das experiências do "Ciência 6 e Meia" e os "Debates do Teatro Casa Grande".

No momento em que predomina a mercantilização das múltiplas formas de conhecimento e da arte, quando o empreendedorismo cultural e científico estimula a submissão de nossas universidades à lógica da produtividade e competitividade mercantis e privatistas, temos afirmado o princípio não apenas da universidade pública e gratuita, mas da educação, da cultura, do conhecimento, da ciência e tecnologia e da arte como direitos sociais públicos que cabe à Universidade guardar, enriquecer, promover e democratizar. [...] A universidade pode contribuir para a (re)construção de um projeto de Nação comprometido com a eliminação das profundas desigualdades sociais e regionais, com a justiça ambiental e com o combate às múltiplas formas de discriminação, opressão e violência. Entretanto, existem robustas evidencias de que as instituições públicas consagradas à educação, à cultura, à arte, à ciência e à tecnologia estão severamente ameaçadas, em detrimento das condições objetivas do fazer acadêmico e científico.

Roberto Leher - reitor da UFRJ

 

 

 

 

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